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Mosteiro de Tibães

Olá,

Hoje vou dar a conhecer mais um dos meus hobbies, mas este engloba a família – marido e filho e ainda um irmão e uma amiga – claro a Amélia.

Então qual é o hobbie?- Viajar por este lindo país, ás vezes tão mal amado, que é Portugal.

Já aqui tinha referido que no dia 14 fui a Braga ao Mosteiro de Tibães.

Antes de mais quero dizer que fiquei agradavelmente surpreendida pelo elevado número de pessoas e de crianças que fizeram a visita guiada ao Mosteiro, num Domingo de manhã.

Deixo aqui um pouco da sua já longa história:

“O Mosteiro de Tibães antiga Casa-Mãe da Congregação Beneditina Portuguesa, situa-se a 6 kms a noroeste de Braga.

Fundado em finais do século X, inícios do XI, foi reconstruído no último terço do século XI, tranformando-se, com o apoio real e a concessão de Cartas de Couto, num dos mais ricos e poderosos mosteiros do norte de Portugal. Com o Movimento da Reforma e o fim da crise religiosa dos séculos XIV a XVI, o Mosteiro de S. Martinho de Tibães assiste à fundação da Congregação de S. Bento de Portugal e do Brasil, torna-se Casa Mãe de todos os mosteiros beneditinos e centro difusor de culturas e estéticas. A importância do Mosteiro de Tibães mede-se, também, pelo papel que desempenhou como autêntico “estaleiro-escola” de um conjunto de arquitectos, mestres pedreiros e carpinteiros, entalhadores, douradores, enxambradores, imaginários e escultores, cuja produção activa em todo o Noroeste peninsular ficou ligada ao melhor do que se fez na arte portuguesa dos séculos XVII e XVIII.

Com a extinção das ordens religiosas em Portugal, em 1833-1834, é encerrado e os seus bens, móveis e imóveis, começados a vender em hasta pública, processo que só terminará em 1864 com a compra do próprio edifício conventual. Desafectado das suas funções iniciais, com excepção das litúrgicas, parcialmente cumpridas pelo templo, desde logo entregue à Igreja e a funcionar como Paróquia, o Mosteiro de S. Martinho de Tibães virá a assistir, sobretudo a partir dos anos setenta do nosso século, à delapidação dos seus bens, à ruína, ao abandono.

Adquirido pelo Estado Português em 1986, logo se iniciou um projecto de recuperação que, através das obras “de salvação” prioritárias e de intervenções provisórias no Edifício e na Cerca, deu os seus frutos permitindo oferecê-lo à fruição pública, dinamizá-lo culturalmente e conceber o seu Reuso.

O projecto de recuperação e reabilitação do Noviciado, Ala Sul e Claustro do Refeitório, integrado na candidatura do Mosteiro de Tibães ao III Quadro Comunitário de Apoio – 1ª Fase, abrange o antigo claustro do refeitório, destruído por um grande incêndio no final do século XIX, o noviciado, o hospício e parte da ala Sul onde se inclui a livraria, a cozinha e espaços anexos e tem como objectivo, a recuperação e restauro de grande parte dos espaços para integrarem o circuito de visita do mosteiro (claustro do cemitério, cozinhas e espaços anexos); a instalação de um centro de informação de ordens monásticas e jardins históricos no piso superior da ala Sul e a reinstalação de uma comunidade religiosa no antigo noviciado, que irá gerir uma pequena hospedaria e um restaurante a instalar no antigo hospício.

Prevê-se a recuperação e reabilitação de grande parte da estrutura arquitectónica existente, que se mantêm espacialmente inalterada, a construção de um corpo novo, enterrado, sobre o claustro do refeitório, com acesso a partir do passal, a reposição da ligação entre o corredor da livraria e a ala Sul do claustro do cemitério; a construção de novos pisos, paredes divisórias e coberturas e todas as infra-estruturas necessárias ao seu funcionamento.”

Ver mais em: http://www.mosteirodetibaes.org/

Um dia destes vou falar dos mosteiros de S. João de Tarouca e Salzedas, ambos lindos e abandonados, num país onde nunca há dinheiro para a cultura.

Até amanhã.